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Crimes

Operação da Polícia Civil prende suspeita de aplicar golpes com empréstimos consignados e causar prejuízo de R$ 600 mil em Feira de Santana

SVT Brasil

Publicado

em

Ed Santos

Uma operação da Polícia Civil realizada na manhã desta terça-feira (14) resultou na prisão preventiva de uma mulher de 34 anos, investigada por suspeita de liderar um esquema de fraudes envolvendo empréstimos consignados em Feira de Santana. De acordo com as investigações, cerca de 70 pessoas já foram identificadas como vítimas, e o prejuízo estimado ultrapassa R$ 600 mil.

A ação foi coordenada pela 1ª Delegacia Territorial (1ª DT). Segundo o delegado João Rodrigo Uzzum, responsável pelo caso, a investigação se estendeu por aproximadamente um ano e reuniu elementos que apontam para a atuação de uma organização criminosa voltada, principalmente, à aplicação de golpes contra idosos.

Conforme a apuração, a suspeita administrava uma empresa autorizada a intermediar contratos de empréstimos consignados. No entanto, a investigação aponta que ela teria utilizado o acesso às informações pessoais dos clientes para contratar empréstimos superiores aos valores efetivamente solicitados, sem o conhecimento das vítimas.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, durante o atendimento, eram coletados dados sensíveis dos clientes, como biometria facial, impressões digitais e senhas. Com essas informações, novos contratos de crédito teriam sido realizados de forma fraudulenta. Em muitos casos, os aposentados e pensionistas só percebiam a irregularidade ao verificar os descontos mensais em seus benefícios.

Investigação reuniu provas ao longo de um ano

As investigações tiveram início após o aumento das denúncias registradas por vítimas. Durante o inquérito, a Polícia Civil analisou documentos apresentados pelos denunciantes, além de realizar levantamentos bancários e financeiros para rastrear a movimentação dos recursos supostamente obtidos de forma ilícita.

Com base nas provas reunidas, a autoridade policial solicitou a prisão preventiva da investigada. O pedido foi acolhido pelo Ministério Público e autorizado pela 3ª Vara Criminal da Comarca de Feira de Santana.

Documentos e equipamentos foram apreendidos

Durante o cumprimento dos mandados, equipes da Polícia Civil realizaram buscas na residência da investigada e na empresa localizada na Rua Conselheiro Franco, no Centro da cidade.

Foram apreendidos documentos, computadores e aparelhos celulares, que passarão por perícia e análise do Departamento de Polícia Técnica (DPT). Segundo a polícia, não foram encontrados valores em dinheiro durante a operação.

Polícia também investiga lavagem de dinheiro

Além das suspeitas de estelionato qualificado, a investigação apura a possível prática de lavagem de dinheiro. Conforme a Polícia Civil, há indícios de que os recursos obtidos por meio das fraudes tenham sido distribuídos entre contas de terceiros para dificultar o rastreamento.

As autoridades já solicitaram o bloqueio judicial de valores e continuam acompanhando o fluxo financeiro relacionado ao caso. A investigação permanece em andamento e não está descartada a adoção de novas medidas cautelares, incluindo pedidos de prisão contra outros possíveis envolvidos.

Suspeita permanece à disposição da Justiça

Após o cumprimento do mandado de prisão preventiva, a mulher foi encaminhada para os procedimentos legais, onde deverá ser interrogada e apresentada em audiência de custódia.

A Polícia Civil ressalta que o empréstimo consignado é uma modalidade de crédito prevista em lei e amplamente utilizada no país. A investigação, entretanto, concentra-se nas supostas irregularidades e fraudes que teriam sido praticadas utilizando esse tipo de operação financeira.

Polícia orienta possíveis vítimas

Até o momento, aproximadamente 70 vítimas foram identificadas, mas a Polícia Civil acredita que esse número possa ser maior.

Pessoas que suspeitam ter contratado empréstimos sem autorização, ou que tenham identificado descontos indevidos em seus benefícios, são orientadas a procurar a delegacia para registrar ocorrência e colaborar com as investigações. Segundo a polícia, novos depoimentos poderão contribuir para o fortalecimento das provas e para a responsabilização de todos os envolvidos no esquema.

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