Conecte-se conosco

Brasil

Família de Thalita Berquó relata alívio após condenação de acusado por assassinato brutal

SVT Brasil

Publicado

em

BRENO ESAKI

A condenação de João Paulo Teixeira da Silva a 29 anos, 11 meses e 23 dias de prisão pela morte de Thalita Marques Berquó Ramos, de 36 anos, foi recebida com sentimento de alívio pela família da vítima. O julgamento aconteceu nesta quinta-feira (14/5), no Tribunal do Júri do Guará, e marcou o encerramento de um período de dor enfrentado pelos familiares desde o crime, ocorrido em 13 de janeiro de 2025.

A tia de Thalita, Glaucia Marinho Berquó, afirmou que a sentença trouxe a sensação de que um ciclo finalmente foi encerrado. Segundo ela, a pena aplicada ficou próxima da condenação máxima prevista para o caso.

A mãe da vítima, Valéria Marinho Berquó, contou que a sessão foi emocionalmente intensa e que precisou deixar o plenário em alguns momentos após passar mal. Mesmo diante da dificuldade, ela disse que a decisão da Justiça trouxe um sentimento de reparação após meses de sofrimento.

Familiares destacaram que a condenação era aguardada como uma resposta necessária diante da violência do crime. Segundo eles, apesar da dor pela perda continuar presente, a sentença representa uma vitória em meio ao processo de luto.

A família também afirmou que pretende seguir em frente gradualmente e transformar a experiência vivida em apoio para outras pessoas que enfrentam situações semelhantes.

Crimes reconhecidos pelo júri

João Paulo foi condenado por homicídio triplamente qualificado, ocultação e destruição de cadáver, além de corrupção de menores. Conforme a decisão judicial, os jurados entenderam que Thalita foi assassinada com golpes de faca, pedras e pedaços de madeira em uma área de invasão localizada no Parque Ecológico Ezechias Heringer, no Guará II.

A sentença aponta ainda que o crime teria começado após uma discussão envolvendo drogas. De acordo com o juiz Marcos Francisco Batista, a vítima teria reclamado da qualidade do entorpecente entregue pelos envolvidos e exigido a devolução de um celular que teria sido usado como forma de pagamento.

“Luto com justiça”, diz advogada

A advogada assistente de acusação, Cecília Machado Gomes, afirmou que a condenação representa o início de uma nova etapa para a família de Thalita. Próxima dos familiares, ela relatou o impacto emocional de acompanhar o processo e revisar provas relacionadas ao caso.

Segundo Cecília, a sustentação oral no julgamento foi marcada pela forte carga emocional. Ela contou que precisou ler parte da manifestação para conseguir concluir sua fala no plenário.

A advogada também ressaltou que a decisão do júri foi unânime e destacou que a pena ficou a poucos dias de alcançar 30 anos de prisão.

Ministério Público classifica caso como “bárbaro”

O promotor de Justiça Gladson Rauff afirmou que a condenação foi resultado do trabalho conjunto entre Polícia Civil, Ministério Público e familiares da vítima. Segundo ele, as provas apresentadas durante o julgamento foram suficientes para demonstrar a gravidade do crime.

O representante do Ministério Público classificou o assassinato como um dos casos mais violentos já acompanhados por ele no Distrito Federal, principalmente pela forma como o crime foi executado e pela destruição do cadáver.

Gladson destacou ainda que os jurados reconheceram todas as qualificadoras apresentadas pela acusação: motivo fútil, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.

De acordo com o promotor, Thalita sofreu 18 facadas, além de traumatismo craniano, em um ataque considerado extremamente violento. Ele também ressaltou que a vítima estava em uma área de mata e foi atacada por três homens de forma covarde.

Clique para comentar

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Tendência