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Anvisa mantém suspensão de produtos da Ypê após identificar falhas sanitárias

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LUIS NOVA

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária decidiu manter a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso de determinados produtos da Ypê. A decisão foi tomada de forma unânime pela Diretoria Colegiada da agência nesta sexta-feira (15/5) e atinge detergentes, sabões líquidos para roupas e desinfetantes com lotes terminados em número 1.

Segundo a Anvisa, as medidas adotadas pela empresa até o momento não foram consideradas suficientes para eliminar os riscos sanitários identificados durante as investigações. O órgão informou que a decisão tem caráter preventivo e busca garantir a segurança dos consumidores.

Agência aponta contaminação e falhas na produção

De acordo com a análise técnica da Anvisa, foram encontrados problemas considerados graves no processo de fabricação dos produtos. Entre os principais pontos identificados estão falhas no controle de qualidade, monitoramento inadequado das etapas produtivas e deficiência na garantia das condições sanitárias da fabricação.

A agência também confirmou a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em mais de 100 lotes de produtos da marca. O microrganismo pode provocar infecções, especialmente em pessoas com baixa imunidade, aumentando a preocupação das autoridades sanitárias.

Apesar da manutenção da suspensão, a Anvisa destacou que a empresa tem colaborado com as investigações e já apresentou medidas corretivas e protocolos de controle. O órgão ressaltou ainda que a restrição não afeta todos os produtos da marca, mas apenas os lotes específicos incluídos na resolução.

Caso começou após recolhimento voluntário

O episódio teve início em novembro de 2025, quando a própria empresa realizou um recolhimento voluntário após identificar a presença da bactéria em alguns produtos.

Entre o final de abril e o começo de maio deste ano, fiscais da Anvisa fizeram uma inspeção na unidade da empresa localizada em Amparo, no interior de São Paulo. O relatório da vistoria apontou falhas estruturais e operacionais, incluindo problemas na higienização de equipamentos, controle da água utilizada na produção e rastreamento dos lotes fabricados.

Os fiscais também identificaram irregularidades na gestão de resíduos e no retorno de produtos às linhas de envase sem critérios técnicos considerados adequados. Após a divulgação dessas informações, a Anvisa publicou a resolução suspendendo os produtos.

A empresa entrou com recurso e chegou a obter um efeito suspensivo temporário, gerando dúvidas sobre a continuidade das vendas. No entanto, após nova análise realizada nesta sexta-feira, a agência decidiu manter a restrição.

Orientação para consumidores

A recomendação da Anvisa é que os consumidores confiram o número do lote nas embalagens dos produtos. Caso o código termine em 1, o item não deve ser utilizado.

Nessas situações, a orientação é guardar a embalagem e procurar o serviço de atendimento da empresa para solicitar informações sobre troca ou reembolso.

Os produtos com lotes terminados em outros números seguem liberados para comercialização e uso normal.

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