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Alcolumbre, Fachin e Motta evitam aplausos a Jorge Messias durante posse no TSE

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Luiz Roberto/TSE

A cerimônia de posse do ministro Nunes Marques na presidência do Tribunal Superior Eleitoral, realizada nesta terça-feira (12), foi marcada por um episódio que expôs novamente o desgaste entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional após a rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.

O momento chamou atenção durante o discurso do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Beto Simonetti, que fez elogios públicos a Messias e o definiu como “querido amigo”. Parte da plateia reagiu com aplausos, mas algumas das principais autoridades presentes permaneceram sem qualquer manifestação.

Entre eles estavam o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o presidente do STF, Edson Fachin, que optaram por não aplaudir o chefe da AGU. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma breve manifestação de aplauso.

O episódio ganhou ainda mais repercussão por acontecer poucos dias após o Senado barrar a indicação de Jorge Messias ao STF. A vaga havia sido aberta depois da aposentadoria de Luís Roberto Barroso no ano anterior. A rejeição entrou para a história por ter sido a primeira negativa formal do Senado a um indicado presidencial para a Suprema Corte desde 1894. A votação secreta terminou com 42 votos contrários e 34 favoráveis.

Nos bastidores políticos, Alcolumbre já vinha atuando contra a indicação antes mesmo da sabatina. O senador defendia o nome de seu aliado Rodrigo Pacheco para ocupar a cadeira no STF. Lula, porém, preferiu manter a indicação de Messias, enquanto enxergava Pacheco como possível candidato ao governo de Minas Gerais.

A relação entre o presidente da República e o comando do Senado também ficou evidente durante a solenidade. Lula e Alcolumbre permaneceram sentados lado a lado, mas evitaram interações públicas e não demonstraram proximidade ao longo da cerimônia.

Após a derrota no Senado, a situação de Jorge Messias continua repercutindo em Brasília. Informações divulgadas pela imprensa apontam que o advogado-geral da União teria atribuído sua rejeição a uma articulação envolvendo ministros do STF, citando nominalmente Alexandre de Moraes e Flávio Dino como influenciadores do resultado da votação.

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