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Política

STF analisa regra que impede vínculo entre psicologia clínica e religião

SVT Brasil

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FOTOS REPRODUÇÃO DA INTERNET

O ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal, votou nesta sexta-feira (27) a favor da manutenção de uma norma do Conselho Federal de Psicologia que impede a associação entre a prática clínica da psicologia e crenças religiosas.

Defesa do Estado laico e proteção ao paciente

Ao justificar seu posicionamento, o ministro destacou a importância da laicidade do Estado e da preservação da liberdade de crença dos pacientes. Segundo ele, a resolução busca evitar que profissionais utilizem a prática terapêutica como meio de promover convicções religiosas ou influenciar a fé de quem está em atendimento.

Ainda de acordo com Moraes, a medida também tem o objetivo de impedir que psicólogos façam uso de referências religiosas em suas apresentações profissionais, garantindo maior proteção ao público atendido.

Ação questiona possível perseguição

A norma é alvo de contestação judicial apresentada pelo Partido Novo e pelo Instituto Brasileiro de Direito e Religião. As entidades argumentam que a regra pode resultar em perseguição direcionada, especialmente contra psicólogos cristãos que se manifestam nas redes sociais.

Apesar das alegações, o relator não aprofundou a discussão sobre possível viés ideológico na aplicação da norma.

Julgamento segue em andamento

A análise do caso ocorre no plenário virtual do STF. Os demais ministros têm até o dia 8 de abril para registrar seus votos. A decisão final definirá se a resolução do CFP será mantida ou se haverá flexibilização para permitir maior liberdade de atuação aos profissionais da psicologia.

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