A taxa de desemprego no Brasil alcançou 6,8% no trimestre encerrado em fevereiro, de acordo com a mais recente pesquisa da PNAD Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (28). Embora tenha subido em relação ao trimestre anterior, o índice segue abaixo dos níveis registrados no mesmo período de 2024.
Recorde de Rendimento e Trabalhadores com Carteira Assinada
Apesar da alta no desemprego, o Brasil observou avanços em outros indicadores econômicos. O rendimento médio dos trabalhadores atingiu R$ 3.378, valor recorde desde o início da série histórica da pesquisa. Além disso, o número de trabalhadores com carteira assinada também registrou crescimento, chegando a 39,6 milhões.
Desocupação Cai em Relação ao Ano Passado
A taxa de desocupação apresentou uma diminuição de 1 ponto percentual em comparação com o mesmo trimestre de 2024, quando estava em 7,8%. Esse resultado reforça a tendência de recuperação observada no mercado de trabalho brasileiro.
Crescimento na População Desocupada
A pesquisa também revelou que o número de pessoas desocupadas aumentou 10,4% em relação ao trimestre anterior, somando 7,5 milhões de brasileiros em busca de emprego. No entanto, comparado ao mesmo período de 2024, o contingente de desempregados diminuiu em 12,5%.
Alta Reflete Tendência Sazonal
Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, explicou que a alta na taxa de desemprego segue a tendência sazonal observada nos primeiros meses do ano, quando a busca por trabalho costuma se expandir. “Essa variação é um padrão da PNAD Contínua, que reflete a dinâmica do mercado de trabalho nos primeiros meses de cada ano”, afirmou.