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Bahia

Feira de Santana ultrapassa 500 registros de violência contra a mulher em 2026

SVT Brasil

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shutterstock.com

A cidade de Feira de Santana já contabiliza 583 casos de violência contra a mulher em 2026, segundo dados do Painel de Dados do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC). O município aparece entre os que concentram os maiores índices de ocorrências na Bahia, ficando atrás apenas de Salvador.

As estatísticas são baseadas em levantamentos do DataSenado, da Rede Observatórios da Segurança e do Ministério da Justiça entre 2025 e 2026, que apontam um cenário preocupante em todo o país. Os estudos revelam que cerca de 12 mulheres sofrem algum tipo de violência a cada 24 horas no Brasil, além de uma média de quatro feminicídios por dia.

Os números também mostram que mais de 60% das agressões acontecem dentro do ambiente doméstico. Outro dado alarmante é o crescimento de 56,6% nos casos de violência sexual, atingindo principalmente crianças e adolescentes.

Na Bahia, o MDHC registrou 10.491 violações contra mulheres somente em 2026. Desse total, 1.274 protocolos de denúncia foram efetivados. Em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram registrados 9.160 casos, houve aumento de 14,53%.

Entre as cidades baianas com mais ocorrências registradas estão:

  • Salvador – 4.044 casos
  • Feira de Santana – 583 casos
  • Vitória da Conquista – 378 casos
  • Camaçari – 265 casos
  • Prado – 165 casos
  • Porto Seguro – 142 casos
  • Juazeiro – 125 casos
  • Itabuna – 116 casos

A coordenadora do curso de Direito da Faculdade Unime Anhanguera, Ma. Sabrine Silva Kauss, destacou a importância da denúncia para garantir proteção às vítimas e responsabilização dos agressores. Segundo ela, denunciar situações de violência possibilita ações imediatas das autoridades, além de contribuir para o fortalecimento das políticas públicas de combate aos crimes contra mulheres.

A especialista ressalta ainda que as denúncias ajudam a ampliar a conscientização social e a combater estigmas relacionados à violência doméstica e de gênero. Ela também enfatiza que vítimas podem ter acesso a apoio jurídico, psicológico, abrigos e atendimento em saúde mental durante o processo de recuperação.

Como pedir ajuda e denunciar

Entre as orientações apresentadas pela especialista está a possibilidade de ligar para o 190 e simular um pedido de delivery durante a chamada, estratégia utilizada em situações de risco iminente.

As denúncias também podem ser feitas pela Central de Atendimento à Mulher, através do número 180. Além disso, as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) atuam na prevenção, investigação e solicitação de medidas protetivas de urgência.

A Bahia conta atualmente com 15 Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher e sete Núcleos Especializados de Atendimento à Mulher. O estado também possui a Deam Online, com funcionamento 24 horas para registro de ocorrências e atendimento às vítimas.

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