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Política

PF identifica mensagens que citam Dias Toffoli em celular de dono do Banco Master

SVT Brasil

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FOTOS REPRODUÇÃO DA INTERNET

Mensagens analisadas pela Polícia Federal (PF) no telefone celular de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, fazem menção a possíveis pagamentos associados ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). O conteúdo consta em uma perícia finalizada nesta quarta-feira (11) e revelada pelo jornalista Caio Junqueira, da CNN Brasil.

Segundo a apuração divulgada, diálogos extraídos dos aparelhos do banqueiro citam autoridades públicas. Em parte das conversas, Fabiano Zettel — cunhado de Vorcaro e também alvo das investigações — menciona transferências financeiras que, de acordo com os investigadores, estariam vinculadas ao magistrado.

Fontes envolvidas na investigação relataram à CNN que o próprio ministro teria aparecido em mensagens com referências indiretas a pagamentos, utilizando termos considerados cifrados. A linha de apuração da PF busca verificar se eventuais valores teriam origem em uma empresa que integrou a sociedade de um fundo ligado ao Banco Master no resort Tayayá, empreendimento que teria sido frequentado por Toffoli e que já pertenceu a seus irmãos.

Gabinete de Toffoli nega fundamentos para pedido de suspeição

Em manifestação oficial, o gabinete do ministro Dias Toffoli afirmou que o pedido de suspeição apresentado no âmbito das investigações se baseia apenas em suposições, sem sustentação legal. A nota ressalta que a Polícia Federal não teria legitimidade para solicitar a medida, uma vez que não integra o processo, conforme prevê o artigo 145 do Código de Processo Civil.

Defesa do banqueiro critica divulgação de informações

Os advogados de Daniel Vorcaro também se posicionaram e demonstraram preocupação com o que classificam como divulgação seletiva de dados da investigação. Em nota, a defesa afirma que a exposição de trechos do inquérito provoca constrangimentos indevidos, contribui para interpretações distorcidas dos fatos e compromete o pleno exercício do direito de defesa.

Os representantes do banqueiro destacaram ainda confiança nas instituições e no funcionamento regular da Justiça, afirmando que o esclarecimento dos fatos depende de uma apuração técnica, equilibrada e conduzida com respeito às garantias legais.

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