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Política

Pastor faz oração na Sapucaí, critica evangélicos e defende carnaval e religiões de matriz africana

SVT Brasil

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FOTOS REPRODUÇÃO DA INTERNET

Na última quinta-feira (5), o pastor Cosme Felippsen, da Assembleia de Deus Esperança, no Rio de Janeiro, foi convidado para realizar uma oração que marcou a abertura dos ensaios técnicos para o desfile de carnaval, no Sambódromo da Marquês de Sapucaí.

Durante sua fala, Felippsen adotou um tom crítico em relação a setores do meio evangélico e fez uma defesa direta do samba, do carnaval e das religiões de matriz africana, como umbanda, candomblé e quimbanda, pedindo respeito às crenças e às entidades religiosas.

Com o tempo chuvoso no local, o pastor afirmou que os presentes não deveriam se preocupar, dizendo que “raio só cai na cabeça de falsos fundamentalistas”. A declaração fez referência ao episódio ocorrido em Brasília, no dia 25 de janeiro, quando um raio atingiu manifestantes ligados à direita política.

Em outro momento, Felippsen criticou evangélicos que deixam a cidade durante o feriado prolongado para participar de retiros religiosos, afirmando que discorda da ideia de que o carnaval estaria associado ao mal.

Segundo ele, o carnaval e a cidade do Rio de Janeiro pertencem aos cariocas e às pessoas que valorizam a vida, e não ao demônio. O pastor também afirmou que problemas como a fome enfrentada por muitas famílias seriam mais graves do que manifestações culturais como o samba.

Ainda em seu discurso, Felippsen declarou que o carnaval não deve ser visto como pecado, apontando como males a ganância e o racismo religioso. Ele reforçou a necessidade de respeito às religiões de matriz africana e criticou líderes religiosos que, segundo ele, enriquecem às custas da fé dos fiéis.

Cosme Felippsen integra o Movimento Negro Evangélico e já teve ligação com o Partido dos Trabalhadores (PT). Em 2022, ele tentou se eleger deputado estadual pela sigla, mas não alcançou votos suficientes.

Esta não foi a primeira vez que o pastor participou de um evento na Sapucaí. Em 2025, ele também foi convidado para fazer uma oração no local e realizou um discurso com conteúdo semelhante, defendendo o carnaval, criticando a ganância dentro de algumas igrejas e pedindo o fim do racismo religioso, além de reforçar mensagens de amor e respeito entre as diferentes crenças.

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