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Política

Moraes diz ter feito “o que precisava ser feito” após autorizar transferência de Bolsonaro para a Papudinha

SVT Brasil

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FOTOS REPRODUÇÃO DA INTERNET

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quinta-feira (15) que fez “o que tinha que fazer”, poucas horas após determinar a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. A unidade integra o Complexo Penitenciário da Papuda e é popularmente conhecida como Papudinha.

A declaração foi feita durante a cerimônia de formatura da 194ª turma do curso de Direito da Universidade de São Paulo (USP), realizada no Teatro Vibra São Paulo, na Zona Sul da capital paulista. Patrono da turma, Moraes comentava o tempo excedido nos discursos quando mencionou a necessidade de “tomar medidas”, em referência indireta à decisão tomada mais cedo.

Segundo relatos, a fala foi recebida com aplausos e manifestações entusiasmadas do público presente no evento acadêmico.

Transferência de Jair Bolsonaro

Horas antes do evento em São Paulo, Moraes havia autorizado a remoção de Jair Bolsonaro da sede da Polícia Federal para o batalhão da PM-DF. O ex-presidente estava detido no local desde novembro do ano passado e vinha relatando desconforto com as condições da cela, especialmente em razão do barulho do ar-condicionado, que dificultava o sono.

Diante das reclamações, a Polícia Federal chegou a fornecer um tampão auricular ao detento e, posteriormente, concordou em desligar o equipamento durante a noite. Ainda assim, a defesa insistia no pedido de prisão domiciliar, alegando que o estado de saúde do ex-presidente exigiria acompanhamento médico constante.

O ministro, no entanto, rejeitou o pedido e determinou a transferência para o mesmo local onde estão outros condenados por envolvimento na tentativa de golpe de Estado. No novo endereço, Bolsonaro passará a cumprir a pena de 27 anos e três meses de prisão ao lado do ex-ministro da Justiça Anderson Torres e do ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques.

Ao justificar a decisão, Moraes adotou tom crítico ao destacar que, apesar das condições diferenciadas concedidas, o cumprimento da pena não pode ser tratado como se fosse uma experiência confortável ou recreativa.

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