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Maduro afirma estar “bem” após prisão nos EUA e nega acusações de narcotráfico

SVT Brasil

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O ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro declarou, por meio de advogados, que se encontra em boas condições físicas e emocionais após ter sido detido em território norte-americano juntamente com sua esposa, a deputada Cilia Flores. A informação foi repassada por Nicolás Maduro Guerra, filho do chavista e parlamentar venezuelano, que afirmou ter mantido contato com a defesa jurídica do casal.

De acordo com comunicado divulgado neste domingo (11) pela emissora estatal VTV, Maduro Guerra participou de uma reunião com membros do Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV), ocasião em que transmitiu uma mensagem atribuída a seu pai e a Cilia Flores, ressaltando força e resistência diante da prisão. Ambos foram capturados no dia 3 de janeiro, em Caracas, durante uma operação conduzida por forças norte-americanas em meio a uma série de ataques.

Segundo o deputado, os advogados relataram que Maduro está “forte” e pediu que seus apoiadores não se entristecessem com a situação. Ainda conforme a VTV, Maduro Guerra acusou as autoridades de empregar força desproporcional, alegando que o ex-ditador teria sido alvo dessa ação por não poder ser derrotado por outros meios.

Apesar das circunstâncias, o parlamentar insistiu que seu pai permanece moralmente firme e que sua liderança política não foi enfraquecida, mesmo estando sob custódia nos Estados Unidos.

Na última segunda-feira (12), durante sua primeira audiência no Tribunal do Distrito Sul de Nova Iorque, Nicolás Maduro declarou-se inocente das acusações de narcotráfico apresentadas pelo governo do então presidente Donald Trump. Na ocasião, ele afirmou ser um “prisioneiro de guerra” e reiterou que é o presidente da Venezuela.

A denúncia formal, que atualiza uma acusação apresentada originalmente em 2020, atribui a Maduro crimes como conspiração para narcoterrorismo e conspiração para importar cocaína, entre outros delitos. Já Cilia Flores é acusada de suposto envolvimento na mesma conspiração relacionada ao tráfico internacional de drogas.

Ambos se declararam não culpados perante a Justiça norte-americana. Maduro Guerra afirmou ainda que sua família sofre perseguição política e disse confiar que, “mais cedo ou mais tarde”, seus pais serão libertados e retornarão à Venezuela.

O deputado também manifestou apoio irrestrito à vice-presidente Delcy Rodríguez, que assumiu o cargo de presidente interina do país após decisão do Tribunal Supremo.

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