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Política

Flávio Bolsonaro cobra neutralidade de juízes e propõe mudanças no Bolsa Família em entrevista no SBT

SVT Brasil

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FOTOS REPRODUÇÃO DA INTERNET

Durante entrevista ao Programa do Ratinho, exibido pelo SBT na noite de segunda-feira (15), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República em 2026, afirmou que magistrados não podem assumir posições políticas e classificou a falta de imparcialidade do Judiciário como um dos principais entraves institucionais do país. Segundo ele, enquanto cidadãos e políticos podem ter lado, juízes devem atuar com neutralidade para evitar o agravamento de conflitos entre os Poderes.

A declaração ocorreu em meio à repercussão negativa da presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes no evento de lançamento do SBT News, realizado na última sexta-feira (12). O episódio gerou críticas à direção da emissora e levantou debates sobre a relação entre política e veículos de comunicação.

Durante o programa, Ratinho defendeu que emissoras de televisão não devem ter posicionamento político, por se tratarem de concessões públicas. O apresentador afirmou que o SBT sempre manteve uma postura imparcial e lembrou que, nas eleições de 2022, entrevistou candidatos de diferentes correntes ideológicas.

Na entrevista, Flávio Bolsonaro também comentou o programa Bolsa Família e defendeu a retomada do modelo adotado durante o governo Jair Bolsonaro. Segundo o senador, a proposta previa uma “porta de saída” para os beneficiários, permitindo que quem conseguisse emprego continuasse recebendo o auxílio por um período de transição, acumulando o benefício com o salário e um incentivo financeiro adicional.

Para o parlamentar, programas de transferência de renda devem servir como instrumento temporário de inclusão social, e não como dependência permanente do Estado. Flávio afirmou ainda que a ampliação do valor do benefício durante o governo Bolsonaro foi possível devido ao equilíbrio das contas públicas e ao combate a irregularidades em estatais, defendendo que o objetivo final da política social deve ser garantir autonomia financeira às famílias.

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