A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (30), a segunda fase da Operação Anáfora, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo recursos públicos destinados à saúde no estado do Rio de Janeiro.
A ação tem como objetivo aprofundar as investigações sobre a movimentação de valores que, segundo a PF, teriam origem em contratos públicos firmados na área da saúde. Durante a operação, os agentes cumprem 14 mandados de busca e apreensão em imóveis ligados aos investigados. As ordens judiciais foram expedidas pela 6ª Vara Federal Criminal e pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2).
Operação investiga contratos milionários na saúde
As investigações tiveram início na primeira etapa da Operação Anáfora, realizada em 2022. Na ocasião, a Polícia Federal identificou indícios de favorecimento em contratos celebrados entre o município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e uma cooperativa de trabalho que prestava serviços na área da saúde.
Os contratos analisados somavam aproximadamente R$ 563,55 milhões, firmados em um período superior a dois anos.
Suspeitas envolvem ocultação de patrimônio
De acordo com a PF, as apurações apontam que os investigados teriam utilizado terceiros para registrar bens e ocultar patrimônio. Além disso, foram identificadas despesas incompatíveis com a renda declarada e negociações relacionadas à aquisição e movimentação de imóveis, o que reforçou as suspeitas de lavagem de dinheiro.
As diligências desta segunda fase buscam reunir novas provas que possam esclarecer a participação de cada envolvido e o destino dos recursos investigados.
Crimes investigados
Conforme informou a Polícia Federal, os suspeitos poderão ser responsabilizados, de acordo com o grau de participação de cada um, pelos crimes de:
- Organização criminosa;
- Fraude à licitação;
- Lavagem de dinheiro.
A corporação ressalta que outras infrações penais poderão ser incluídas no inquérito caso novas evidências sejam encontradas durante o andamento das investigações.