Uma nova fase da Operação Compliance Zero colocou o senador baiano Jaques Wagner, líder do governo no Senado e um dos principais aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no centro de uma investigação da Polícia Federal.
A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, e cumpriu mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal. A investigação apura possíveis irregularidades envolvendo o extinto Banco Master e supostas vantagens que teriam sido oferecidas ao parlamentar.
Segundo a Polícia Federal, há suspeitas de que Wagner possa ter recebido benefícios indevidos, incluindo um apartamento avaliado em cerca de R$ 2,45 milhões. Os investigadores também apuram possíveis movimentações financeiras ligadas a empresários envolvidos no caso.
O senador nega qualquer irregularidade. Em entrevista após a operação, Jaques Wagner afirmou estar tranquilo e disse que não recebeu dinheiro nem vantagens indevidas. O parlamentar destacou ainda que não é réu nem foi formalmente acusado pela Justiça.
A decisão de André Mendonça é vista por analistas políticos como um movimento de forte impacto institucional, já que atinge um dos nomes mais influentes do governo federal em pleno ano eleitoral. Apesar da repercussão política, é importante destacar que a autorização das buscas não representa condenação ou denúncia formal, mas sim uma etapa da investigação destinada à coleta de provas.
O Palácio do Planalto acompanha o caso com atenção. Lula telefonou para Jaques Wagner após a operação e manifestou solidariedade ao aliado, enquanto lideranças do PT divulgaram notas de apoio e confiança na inocência do senador.
A Operação Compliance Zero investiga um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes financeiras relacionado ao Banco Master. Além de Jaques Wagner, empresários e ex-dirigentes ligados à instituição financeira também são alvos das apurações.
“O caso amplia a pressão política sobre o governo federal e pode ter reflexos importantes no cenário eleitoral de 2026. Enquanto a Polícia Federal aprofunda as investigações, a defesa do senador Jaques Wagner afirma que irá colaborar com as autoridades e espera o esclarecimento completo dos fatos.”
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