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EUA ACUSAM BRASIL DE TRABALHO FORÇADO NA PECUÁRIA! Mas carne brasileira ESCAPA de tarifa de Trump

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A tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos ganhou novos capítulos após o governo do presidente Donald Trump reforçar acusações de trabalho forçado na cadeia da pecuária brasileira. Apesar das críticas, a carne bovina do Brasil permaneceu fora da lista de produtos atingidos pela nova proposta de tarifa adicional de 12,5%.

A medida foi apresentada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) após uma investigação concluir que dezenas de países, incluindo Brasil e China, não estariam adotando mecanismos suficientes para impedir a entrada de mercadorias produzidas com mão de obra considerada irregular.

O relatório americano afirma que há indícios de utilização de trabalho forçado em parte da produção pecuária brasileira e cita pesquisas independentes, além da chamada “Lista Suja do Trabalho Escravo”, utilizada por autoridades brasileiras para monitorar empregadores envolvidos em violações trabalhistas.

Segundo o documento, a falta de barreiras mais rígidas teria favorecido o crescimento da carne brasileira no mercado internacional, especialmente na China, principal compradora da proteína produzida no Brasil.

Os Estados Unidos alegam que produtores americanos perderam competitividade nos últimos anos diante do avanço brasileiro. Dados apresentados pelo governo americano mostram que a participação do Brasil nas importações chinesas de carne bovina aumentou significativamente, enquanto as exportações americanas perderam espaço no mesmo período.

Outro ponto destacado no relatório é a diferença de preços entre os produtos. De acordo com o governo americano, a carne brasileira teria chegado ao mercado chinês com valores mais baixos do que os praticados pelos exportadores dos Estados Unidos, ampliando a disputa comercial entre os dois países.

Mesmo com as acusações, a decisão de deixar a carne bovina brasileira fora da nova tarifa chamou atenção do mercado internacional. Especialistas avaliam que a exclusão demonstra a importância estratégica do produto brasileiro no comércio global e também revela preocupações dos próprios Estados Unidos com possíveis impactos econômicos e aumento de preços.

Além da carne bovina, outros produtos brasileiros considerados estratégicos também ficaram isentos da medida, entre eles café, suco de laranja, petróleo, aviões, metais raros e terras raras.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) confirmou que a carne brasileira não será atingida pela tarifa neste momento, mas evitou comentar diretamente as acusações feitas pelos Estados Unidos. Já entidades do agronegócio seguem analisando os impactos políticos e comerciais do relatório.

Nos bastidores, analistas internacionais avaliam que o episódio reforça uma disputa crescente entre grandes potências agrícolas, em um cenário onde questões ambientais, trabalhistas e comerciais vêm sendo utilizadas como instrumentos de pressão econômica global.

A proposta ainda deverá passar por novas etapas dentro do governo americano antes de uma possível implementação oficial.

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