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Saúde

OMS alerta para avanço de surto de ebola na África com mais de 500 casos suspeitos

SVT Brasil

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Unsplash

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou nesta quarta-feira (20) uma nova atualização sobre o surto de ebola que atinge áreas da República Democrática do Congo e Uganda. Segundo o balanço mais recente, já foram registrados 528 casos suspeitos da doença e 132 mortes relacionadas à variante Bundibugyo virus.

De acordo com a entidade, ao menos 668 pessoas que tiveram contato direto com pacientes infectados já foram identificadas pelas equipes de vigilância epidemiológica. No entanto, a OMS destaca que a violência na região e as restrições de deslocamento dificultam o acompanhamento dos casos e o trabalho dos profissionais de saúde.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que a dimensão real da epidemia pode ser ainda maior do que os dados oficiais apontam atualmente.

“Sabemos que a dimensão da epidemia é muito maior. Esperamos que esses números continuem aumentando”, declarou o representante da organização.

Região afetada preocupa autoridades sanitárias

O surto ocorre em uma área de fronteira entre a República Democrática do Congo e Uganda, marcada por intensa circulação de pessoas entre os dois países. A OMS considera a região especialmente vulnerável devido à fragilidade do sistema de saúde local e às dificuldades para implementar medidas de controle da transmissão.

A doença é causada pela cepa Bundibugyo ebolavirus, considerada rara. Até o momento, não existe vacina nem tratamento específico disponível para combater essa variante.

Ebola apresenta alta taxa de mortalidade

O ebola é uma doença infecciosa grave, transmitida pelo contato com secreções corporais de pessoas contaminadas. A taxa de mortalidade pode variar entre 30% e 40%, dependendo das condições de atendimento médico e da rapidez no diagnóstico.

A OMS também acredita que o número real de infectados e mortos pode ser muito superior ao divulgado oficialmente. Segundo a organização, muitos pacientes não chegam às unidades de saúde, além de haver registros de pessoas que morreram em casa sem entrar nas estatísticas oficiais.

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