UPA da Queimadinha ganha destaque na Bahia por captação de córneas
A Unidade de Pronto Atendimento Elizabete Dias Marques, conhecida como UPA da Queimadinha, em Feira de Santana, alcançou posição de destaque entre as unidades de saúde que mais realizaram captação de córneas no estado da Bahia em 2025. A unidade municipal ficou na 12ª colocação do ranking estadual, que reúne hospitais e serviços de saúde da capital, Região Metropolitana e cidades do interior.
Durante o ano passado, a UPA registrou a captação de 23 córneas, permitindo que 46 pessoas fossem beneficiadas com transplantes e recuperassem a visão. O desempenho também rendeu à unidade o certificado “SIM Solidário”, concedido pelo Banco de Olhos da Bahia ainda no primeiro trimestre deste ano, após oito doações contabilizadas no período.
Entre janeiro e abril de 2026, a unidade já contabilizou 11 captações de córneas, número que beneficiou diretamente 22 pacientes que aguardavam por transplante.
O secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, destacou que o resultado reflete o empenho das equipes da rede pública na humanização do atendimento e no fortalecimento da cultura de doação de órgãos e tecidos.
Segundo ele, o reconhecimento mostra que a unidade vai além do atendimento de urgência e emergência, desenvolvendo um trabalho humanizado junto às famílias e contribuindo para transformar momentos de dor em esperança para pacientes que aguardam transplantes.
A diretora da unidade, Emanoela Souza, afirmou que o reconhecimento é resultado do trabalho conjunto da equipe multiprofissional e também da sensibilidade das famílias que autorizam as doações em momentos delicados. Ela ressaltou ainda que a homenagem recebida nos 20 anos do Banco de Olhos da Bahia reforça o compromisso da unidade em cuidar de vidas com propósito e humanidade.
Como ocorre a identificação de doadores
De acordo com Emanoela Souza, a identificação de possíveis doadores acontece tanto por notificação passiva quanto por meio de busca ativa realizada pela equipe da unidade.
Ela explicou que pacientes entre 2 e 75 anos que evoluem para óbito podem se tornar potenciais doadores de tecidos oculares em até seis horas após a parada cardiorrespiratória. Caso o corpo esteja totalmente refrigerado, o prazo pode chegar a 12 horas, mesmo sem diagnóstico de morte encefálica.
A diretora também reforçou que a comunicação de potenciais doadores é obrigatória por lei e deve ser encaminhada ao banco de olhos responsável ou à OPC Captavisão, instituição responsável pela área de abrangência.