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Situação de Moraes no STF é vista como mais sensível em investigação sobre Banco Master

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A apuração envolvendo o Banco Master colocou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, em uma situação considerada mais sensível do que a de seu colega Dias Toffoli. A informação foi divulgada pelo jornalista Caio Junqueira, da CNN Brasil, com base em avaliações de investigadores que acompanham o caso.

Segundo essa análise, a relação de Toffoli com pessoas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, seria interpretada como de natureza comercial, envolvendo a negociação de parte do resort Tayayá. Já no caso de Moraes, os elementos levantados indicariam uma possível atuação em favor de interesses do empresário, o que torna o cenário mais complexo.

Nos bastidores, investigadores apontam que estaria em curso uma articulação para evitar a abertura de um inquérito contra Moraes no STF. Uma das estratégias envolveria enfraquecer a posição do ministro Kassio Nunes Marques, considerado um voto decisivo em eventual julgamento no plenário da Corte.

Nesse contexto, passou a circular a informação de que Kevin de Carvalho Marques, filho de Nunes Marques, recebeu R$ 281,6 mil entre 2024 e 2025 da empresa Consult Inteligência Tributária, que, por sua vez, teria recebido R$ 6,6 milhões do Banco Master no mesmo período.

A avaliação interna é de que, caso Nunes Marques entenda que ele ou seu filho se tornaram alvo da investigação, isso pode influenciar seu posicionamento e impactar diretamente o resultado. Hoje, de acordo com pessoas próximas ao caso, há uma maioria apertada no STF favorável à abertura de um inquérito contra Moraes.

Entre os ministros que poderiam votar a favor estão André Mendonça, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Edson Fachin e o próprio Nunes Marques. Já Cristiano Zanin, Dias Toffoli, Flávio Dino e Gilmar Mendes estariam inclinados a votar contra. Por ser o foco da apuração, Moraes não participaria da votação.

Pelas regras do STF, qualquer investigação contra um ministro precisa da autorização do plenário. Caso o inquérito seja aberto, o andamento dependerá da manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Investigadores, no entanto, veem como incerta a possibilidade de uma denúncia formal, citando a proximidade do chefe da PGR com integrantes da Corte.

Procurados pela CNN Brasil, Moraes e Toffoli não comentaram o caso. Já a Polícia Federal informou que não confirma as informações atribuídas aos investigadores.

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