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Patrimônio de Alexandre de Moraes cresce 266% desde entrada no STF, aponta levantamento

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O patrimônio imobiliário do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, registrou um crescimento expressivo desde sua posse na Corte, em março de 2017. De acordo com levantamento realizado pelo jornal O Estado de São Paulo com base em registros de cartórios, os bens do magistrado e de sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, aumentaram 266% no período.

Atualmente, o casal possui 17 imóveis, com valor estimado em R$ 31,5 milhões. Antes da nomeação ao STF, feita pelo então presidente Michel Temer, o patrimônio imobiliário era composto por 12 propriedades avaliadas em R$ 8,6 milhões.

 Aquisições recentes e crescimento acelerado

Desde 2017, foram incorporados novos imóveis em São Paulo e Brasília, todos pagos à vista, conforme documentos obtidos. Somente nos últimos cinco anos, o casal investiu R$ 23,4 milhões em aquisições imobiliárias — valor que representa mais de dois terços de tudo o que foi aplicado no setor ao longo de cerca de 30 anos.

Entre os bens mais recentes está uma mansão de 776 m² localizada no Lago Sul, em Brasília, comprada em agosto de 2025 por R$ 12 milhões. Já em 2026, foi adquirido um apartamento de 86 m² no Jardim Paulista, em São Paulo, por R$ 1,05 milhão. O pagamento incluiu R$ 166 mil de entrada e o restante quitado via Pix em parcela única.

 Empresa familiar e administração dos bens

Grande parte das aquisições foi realizada por meio do Lex Instituto de Estudos Jurídicos, empresa responsável pela administração do patrimônio da família. A sociedade é composta por Viviane e os dois filhos do casal.

Embora o ministro não figure formalmente como sócio, os bens são considerados compartilhados devido ao regime de comunhão parcial de bens no casamento.

 Expansão profissional e questionamentos

O levantamento também indica que o aumento patrimonial ocorreu paralelamente à expansão do escritório Barci de Moraes Advogados, liderado por Viviane. A atuação da banca foi ampliada em Brasília, incluindo a compra de uma sala comercial na capital federal neste ano, no valor de R$ 350 mil.

O escritório passou a ser alvo de questionamentos após a divulgação de um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master. Segundo comunicado da empresa, Viviane prestou serviços nas áreas de compliance e direito criminal entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, com remuneração mensal de R$ 3,6 milhões.

 Sem posicionamento

Procurados pela reportagem, Alexandre de Moraes e Viviane Barci de Moraes não se manifestaram sobre as informações divulgadas.

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