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Caminhoneiros desistem de paralisação após pressão e nova medida do governo sobre frete

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Em reunião realizada na tarde de quinta-feira (19), representantes dos caminhoneiros decidiram suspender a paralisação que vinha sendo cogitada. O encontro aconteceu no Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista e reuniu lideranças da categoria, que, apesar da insatisfação com o aumento do diesel e a redução nos ganhos, optaram por não avançar com o movimento neste momento.

A decisão contou com o apoio de entidades do setor, como a Associação Brasileira de Veículos Automotores (Abrava) e o próprio Sindicam, que preferiram manter as negociações abertas e acompanhar a evolução dos preços dos combustíveis antes de qualquer ação mais drástica.

O possível movimento grevista já preocupava o governo federal, liderado por Luiz Inácio Lula da Silva, devido ao risco de desabastecimento em diversas regiões do país.

Governo reage e publica nova medida para frete

Diante da pressão dos caminhoneiros, o Governo Federal anunciou a Medida Provisória nº 1.343/2026, que altera regras importantes do transporte rodoviário de cargas. A iniciativa tem como foco reforçar o cumprimento do piso mínimo do frete, estabelecido anteriormente pela Lei nº 13.703/2018.

A nova determinação exige que todas as operações incluam o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), permitindo maior controle sobre os valores praticados. Com isso, a Agência Nacional de Transportes Terrestres passa a ter mais poder para fiscalizar e impedir contratos com preços abaixo do mínimo legal.

Medida entra em vigor, mas depende do Congresso

A medida provisória já está valendo, o que ajuda a reduzir a tensão entre caminhoneiros e o governo. No entanto, o texto ainda precisa ser analisado pelo Congresso Nacional, que terá até 120 dias para aprovar ou rejeitar a proposta.

Durante esse período, lideranças da categoria afirmam que vão acompanhar de perto a aplicação das novas regras e seus efeitos práticos, principalmente em relação ao custo do diesel — apontado como o principal fator de insatisfação entre os transportadores autônomos.

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