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Confusão em clássico mineiro vira alvo de investigação policial após expulsão de 23 jogadores

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A briga generalizada registrada no clássico entre Cruzeiro e Atlético Mineiro, disputado no Estádio Mineirão pela final do Campeonato Mineiro, passou a ser investigada pela Polícia Civil de Minas Gerais. O confronto terminou com uma grande confusão em campo e a expulsão de 23 jogadores das duas equipes após o apito final.

De acordo com a corporação, o inquérito busca esclarecer tudo o que ocorreu durante o tumulto. Para isso, os investigadores analisam a súmula elaborada pelo árbitro Matheus Candançan, além de imagens registradas durante o episódio. A apuração também pretende identificar possíveis envolvidos além dos atletas que já receberam punições disciplinares.

Após a conclusão das diligências, o relatório será encaminhado ao Ministério Público de Minas Gerais. O órgão decidirá se haverá denúncia formal contra os participantes do episódio. Caso isso ocorra, a acusação poderá se basear no artigo 201 da Lei Geral do Esporte, que trata da promoção de tumulto ou violência em eventos esportivos, com pena prevista de até dois anos de prisão e multa.

Como começou a briga

A confusão começou dentro da área atleticana após um choque entre o atacante Christian, do Cruzeiro, e o goleiro Everson, do Atlético. Depois do contato, o goleiro reagiu empurrando o adversário e se jogando sobre ele, provocando a aproximação de jogadores das duas equipes e desencadeando uma série de agressões.

Durante o tumulto, o volante Lucas Romero acertou Everson com uma voadora, após o goleiro já ter sido atingido por Matheus Henrique. Em seguida, Christian deu um soco no zagueiro Lyanco, que recebeu apoio do defensor Junior Alonso, também envolvido em agressões.

O goleiro Cássio ainda tentou avançar contra Lyanco, mas acabou contido. O zagueiro atleticano também trocou socos com o meia Gerson e chegou a receber um chute do arqueiro cruzeirense.

Outro momento de tensão envolveu o atacante Hulk. Ele foi atingido por chutes do zagueiro Lucas Villalba, reagindo com socos e também desferindo um chute contra Lucas Romero. Villalba ainda se envolveu em agressões com o lateral Renan Lodi e, posteriormente, recebeu um soco de Everson.

No meio da confusão, o zagueiro João Marcelo acertou um soco em um atacante do Atlético e depois foi atingido por Preciado. O defensor Junior Alonso também foi flagrado acertando o rosto do volante Walace, sendo posteriormente derrubado e chutado pelo atacante Kaio Jorge.

Kaio Jorge ainda trocou agressões com Gabriel Delfim, enquanto o lateral Fagner também participou do tumulto e teve confrontos com o goleiro adversário.

Intervenção da polícia e expulsões

A confusão só terminou após a intervenção de seguranças das equipes e de agentes da Polícia Militar de Minas Gerais. Durante a briga, o árbitro solicitou proteção policial enquanto os jogadores ainda trocavam agressões.

Com a situação controlada, o jogo foi encerrado. Na súmula, o árbitro registrou a expulsão de 23 atletas envolvidos na confusão.

Pelo Cruzeiro foram expulsos: Cássio, Fagner, Fabrício Bruno, João Marcelo, Lucas Villalba, Kauã Prates, Christian, Lucas Romero, Matheus Henrique, Walace, Gerson e Kaio Jorge.

Já pelo Atlético Mineiro receberam cartão vermelho: Everson, Gabriel Delfim, Preciado, Lyanco, Ruan Tressoldi, Junior Alonso, Renan Lodi, Alan Franco, Alan Minda, Cassierra e Hulk.

A investigação segue em andamento e não há prazo definido para a conclusão do inquérito policial.

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