Antes de responder às perguntas da imprensa, Lula apresentou um balanço da viagem oficial e comentou os compromissos internacionais previstos para os próximos meses. Entre eles, mencionou um encontro futuro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Nesse contexto, o chefe do Executivo afirmou que o Brasil pretende solicitar a deportação de cidadãos brasileiros que tenham cometido crimes e estejam residindo em território norte-americano.
Segundo Lula, a medida tem como objetivo reforçar o combate ao crime organizado. O presidente declarou que brasileiros já identificados por envolvimento em atividades ilícitas, como o contrabando de combustível, devem ser enviados de volta ao país para responder à Justiça.
Durante a coletiva, ao iniciar sua pergunta, o jornalista mencionou que Lula teria falado em “receber criminosos” no Brasil, ao tratar das políticas migratórias adotadas pelos Estados Unidos. A afirmação levou o presidente a interromper o repórter de forma imediata, negando a interpretação apresentada.
Lula afirmou que a forma como a pergunta foi colocada poderia induzir a uma leitura equivocada de sua fala e reforçou que não defendeu a entrada de criminosos no país, mas sim a prisão dessas pessoas. Para ilustrar, citou uma operação que teria impedido o transporte irregular de cerca de 250 milhões de litros de gasolina em cinco navios, mencionando que um dos suspeitos residiria em Miami.
De acordo com o presidente, o governo brasileiro já teria encaminhado informações às autoridades dos Estados Unidos, solicitando cooperação internacional. Ele reiterou que o pedido é para que brasileiros envolvidos em crimes sejam devolvidos ao país para que possam ser responsabilizados judicialmente.