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Defesa nega envolvimento de auditora da Receita em vazamento de dados do STF

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A defesa da auditora fiscal Ruth Machado dos Santos negou qualquer participação da servidora em um suposto esquema de vazamento de dados envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e familiares dos magistrados. Em nota, os advogados afirmam que Ruth possui quase 32 anos de atuação no serviço público e que sua trajetória é marcada por correção, discrição e absoluto respeito às normas que regem a Administração Pública, especialmente aquelas relacionadas ao sigilo funcional, à proteção de dados e às responsabilidades do cargo.

Segundo a defesa, ao longo de mais de três décadas de carreira, a auditora jamais respondeu a qualquer procedimento disciplinar, sindicância ou investigação administrativa, mantendo reputação considerada ilibada. Os representantes legais também sustentam que Ruth não possui vínculo político-partidário, nem histórico de militância ou engajamento ideológico que pudesse indicar motivação política para os fatos apurados.

Ruth Machado dos Santos foi alvo de uma operação da Polícia Federal, realizada na última terça-feira (17), por determinação do ministro Alexandre de Moraes. Ela é apontada como suposta integrante de um grupo formado por três servidores da Receita Federal e um funcionário do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), investigados por possíveis violações de sigilo fiscal de autoridades do Judiciário.

Além de Ruth, também foram alvos da ação Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento e Ricardo Mansano de Moraes. Contra os investigados, a Justiça determinou medidas cautelares como busca e apreensão, afastamento das funções públicas, quebra de sigilos telemático e fiscal, proibição de acesso a prédios da Receita Federal e do Serpro, recolhimento domiciliar noturno com uso de tornozeleira eletrônica, além do cancelamento de passaportes e impedimento de deixar o país.

A investigação está inserida no Inquérito das Fake News, instaurado em 2019 e que segue em tramitação sob sigilo no Supremo. O caso ganhou força após apurações internas apontarem possíveis acessos indevidos a sistemas protegidos por senha, com registros de consultas a dados fiscais de ministros do STF e de seus familiares.

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