Antes de deixar a relatoria do inquérito que investiga o Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Dias Toffoli teve sua permanência no caso classificada como “insustentável” pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
De acordo com a avaliação feita pelo chefe do Executivo, a decisão de Toffoli em continuar à frente da investigação estaria causando desgaste político e impactando negativamente o governo federal. Lula teria afirmado que a insistência do magistrado em permanecer no processo acabava por “contaminar” a gestão.
Ainda segundo os relatos, o presidente chegou a defender que o ministro não teria alternativa: ou abriria mão da relatoria do inquérito envolvendo o banco ou deveria deixar a Suprema Corte.
Almoço no Granja do Torto e resistência à saída
Em dezembro de 2025, durante um almoço realizado na Granja do Torto, que contou com a presença de Lula e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, Toffoli teria declarado que não pretendia renunciar à condução do processo relacionado ao Banco Master.
Mudança oficial na relatoria do caso
A saída de Dias Toffoli da relatoria do inquérito foi confirmada oficialmente nesta quinta-feira (12) pelos ministros do Supremo Tribunal Federal. Com a mudança, a responsabilidade pelo caso passou para o ministro André Mendonça.
As informações foram divulgadas pelo jornal Estadão.