O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (5), que o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Ricardo Lewandowski não cometeu irregularidade ao manter vínculo profissional com o Banco Master após deixar o Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Lula, o jurista encerrou o contrato assim que foi convidado a integrar o governo federal.
A declaração foi feita durante entrevista ao UOL News, após questionamentos sobre um contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de Lewandowski, que teria rendido cerca de R$ 5 milhões. O assunto foi divulgado inicialmente pelo portal Metrópoles.
Contrato foi encerrado antes da posse, diz presidente
Na entrevista, Lula destacou o histórico profissional de Lewandowski e afirmou que é comum que juristas renomados prestem serviços a empresas privadas após deixarem cargos públicos. O presidente ressaltou que o ex-ministro havia deixado o STF quando assinou o contrato e que se desligou do banco ao aceitar o convite para integrar o governo.
Para Lula, não há irregularidade no fato de profissionais atuarem para empresas privadas, desde que não haja conflito com o exercício de funções públicas.
Apuração sobre recursos de fundos de trabalhadores
O presidente também afirmou que o governo pretende aprofundar as investigações sobre a aplicação de recursos públicos no Banco Master. Lula questionou os motivos que levaram o governo do Rio de Janeiro e o estado do Amapá a destinarem dinheiro de fundos de trabalhadores à instituição financeira.
Além disso, Lula levantou dúvidas sobre possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB), defendendo a identificação de eventuais responsáveis.