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Lula defende mandato para ministros do STF e diz que decisão cabe ao Congresso

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (5), que considera adequada a criação de mandatos para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, qualquer mudança nesse sentido deve ser discutida e decidida pelo Congresso Nacional, sem relação com o julgamento dos atos de 8 de janeiro de 2023 ou com eventuais tensões entre os Poderes.

Em entrevista ao Portal UOL, Lula destacou que a proposta de estabelecer um tempo determinado para permanência na Suprema Corte já constava no programa de governo do Partido dos Trabalhadores em 2018, quando Fernando Haddad foi o candidato à Presidência da República.

De acordo com o presidente, é legítimo que as instituições passem por revisões ao longo do tempo. Para ele, não é razoável que um ministro seja nomeado ainda jovem e permaneça no cargo por quatro décadas. Apesar da defesa do mandato, Lula ressaltou que a iniciativa depende exclusivamente do Legislativo.

O chefe do Executivo também fez questão de separar o debate institucional do julgamento relacionado aos ataques às sedes dos Três Poderes. Na avaliação do presidente, o processo judicial representou uma demonstração de força e credibilidade das instituições brasileiras.

Durante a entrevista, Lula afirmou ainda que nem mesmo pressões externas foram capazes de alterar o posicionamento da Suprema Corte, o que, segundo ele, reforça a importância do STF para a democracia.

O presidente também defendeu critérios técnicos e constitucionais na escolha de novos ministros, destacando a necessidade de conhecimento jurídico sólido e compromisso com o cumprimento da Constituição Federal.

As declarações ocorrem em um momento de críticas públicas a integrantes do tribunal, especialmente relacionadas à condução de investigações sobre fraudes no Banco Master.

Nesta semana, durante a abertura do Ano Judiciário de 2026, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, afirmou que a preservação da integridade da Corte será uma das prioridades de sua gestão. Na ocasião, anunciou a elaboração de um Código de Ética para os magistrados, que terá como relatora a ministra Cármen Lúcia.

Atualmente, o Supremo Tribunal Federal é composto por 11 ministros, indicados pelo presidente da República e submetidos à sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, além de votação no plenário da Casa.

No momento, há uma vaga aberta no STF após a aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso, que deixou o tribunal em outubro do ano passado. Para ocupar o cargo, Lula indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias. O Senado aguarda o envio da mensagem presidencial formal para dar início ao processo de sabatina.

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