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Política

Ex-funcionário relata que lobista citava proximidade com Lulinha em negociações comerciais

SVT Brasil

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FOTOS REPRODUÇÃO DA INTERNET

Um ex-funcionário do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, afirmou que o empresário costumava mencionar repetidamente uma suposta relação próxima com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, durante tratativas com fornecedores e parceiros de negócios. O relato foi divulgado nesta terça-feira (3) pelo colunista Tácio Lorran, do site Metrópoles.

Segundo a testemunha, Antunes fazia referências diretas ao filho do presidente, citando o nome completo e utilizando gestos para indicar parentesco, inclusive em reuniões de diretoria e encontros com terceiros. De acordo com o depoimento, essas menções ocorreram diversas vezes, tanto em conversas privadas quanto diante de outros parceiros comerciais.

 Identidade preservada por questões de segurança

Essa foi a primeira entrevista concedida pelo ex-funcionário sobre o caso. O nome do entrevistado foi mantido sob sigilo por razões de segurança, após relatos de possíveis ameaças atribuídas ao lobista em meados de 2025. Além de um encontro presencial com a coluna, a testemunha também enviou respostas por escrito, que foram incorporadas ao material jornalístico.

 Suposta mesada e antecipação milionária

Em depoimento à Polícia Federal, o ex-funcionário declarou ainda que ouviu do próprio Antunes a informação de que haveria o pagamento de uma mesada de R$ 300 mil destinada a Lulinha. Além disso, foi mencionada uma antecipação de 25 milhões, sem especificação da moeda, ligada a projetos na área da saúde, incluindo iniciativas como o Amazônia e o Teste de Dengue.

Transferências e mensagens sob investigação

De acordo com a testemunha, o lobista afirmava se encontrar com Lulinha em ocasiões em São Paulo e no Distrito Federal. Investigações da Polícia Federal identificaram mensagens nas quais Antunes realizou transferências que somam R$ 1,5 milhão para Roberta Luchsinger, apontada como amiga próxima de Lulinha.

Em uma das mensagens, o lobista indicou que o valor transferido seria destinado ao “filho do rapaz”, expressão que, segundo os investigadores, seria uma referência a Fábio Luís Lula da Silva.

 Roberta Luchsinger e o núcleo político do esquema

A Polícia Federal aponta Roberta Luchsinger como integrante do núcleo político do esquema investigado. Mesmo após a primeira fase da operação, deflagrada em abril de 2025, ela manteve contato com Antunes. Em mensagens interceptadas, Luchsinger demonstrou preocupação ao tomar conhecimento de que a PF havia apreendido um envelope “com o nome do nosso amigo”.

 Defesa nega envolvimento em fraudes

Em nota enviada anteriormente, a defesa de Roberta afirmou que as tratativas mencionadas se referiam a atividades no mercado de canabidiol e negou qualquer participação em esquemas de fraude envolvendo o INSS.

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