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Política

Lula critica defensores do Banco Master e cita desfalque bilionário em discurso em Alagoas

SVT Brasil

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FOTOS REPRODUÇÃO DA INTERNET

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (23), que há pessoas que defendem o responsável pelo Banco Master por “falta de vergonha na cara”. A fala foi feita durante uma cerimônia em Maceió, capital de Alagoas, destinada à entrega de unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida.

Embora não tenha mencionado nominalmente o banqueiro Daniel Vorcaro, essa foi a primeira manifestação pública de Lula sobre o escândalo financeiro envolvendo o Banco Master. Segundo o presidente, o caso representa um prejuízo de dezenas de bilhões de reais e reflete uma desigualdade na forma como ricos e pobres são tratados no país.

Durante o discurso, Lula afirmou que não é aceitável que a população mais pobre continue sendo penalizada enquanto um empresário, ligado ao Banco Master, teria provocado um rombo superior a R$ 40 bilhões. O presidente destacou que os custos do prejuízo acabam recaindo sobre o sistema financeiro, citando instituições como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Itaú.

A fala faz referência à utilização de recursos do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que serão empregados para ressarcir os credores afetados pelo caso.

Em tom crítico, o presidente reforçou que há setores da sociedade que ainda defendem os envolvidos no escândalo, afirmando que isso ocorre por falta de responsabilidade e consciência ética.

Balanço do governo e projeção política

Ainda durante o evento, Lula ressaltou resultados do seu terceiro mandato, mencionando a redução da inflação, que em outubro do ano passado alcançou o menor índice em 27 anos. O presidente também destacou a geração de empregos, afirmando que cerca de 5 milhões de pessoas passaram a ter carteira assinada desde 2023.

Ao final do discurso, Lula projetou o cenário político para os próximos anos e declarou que 2026 será um período de comparação entre os resultados de seus três anos de governo e as gestões dos ex-presidentes Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL).

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