O ex-vereador Carlos Bolsonaro afirmou neste domingo (11) que o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou piora significativa, o que motivou o acionamento do médico responsável para atendimento dentro da unidade prisional. De acordo com ele, crises recorrentes de soluço evoluíram para um quadro persistente de azia, comprometendo a alimentação e o sono do ex-chefe do Executivo.
A declaração foi divulgada por meio das redes sociais. No texto, Carlos também mencionou que o pai enfrenta abalo psicológico, situação que, segundo ele, é intensificada pelo fato de Bolsonaro permanecer sozinho na cela.
Ainda conforme a publicação, a equipe jurídica do ex-presidente protocolou, no fim de semana, um novo pedido de prisão domiciliar humanitária junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). Até o momento da manifestação, o requerimento ainda não havia sido analisado pela Corte.
Carlos Bolsonaro afirmou também que uma imagem anexada à postagem mostraria Jair Bolsonaro em crise de vômito, quadro que ele associa às sequelas da facada sofrida durante a campanha eleitoral de 2018.
Na mesma manifestação, o ex-vereador voltou a comentar as condenações que resultaram em uma pena total de 27 anos de prisão contra o ex-presidente. Ele classificou as decisões como injustas e argumentou que Bolsonaro não estava no Brasil no dia 8 de janeiro de 2023, quando ocorreram os ataques às sedes dos Três Poderes, afirmando que ele se encontrava em Orlando, nos Estados Unidos.
Segundo Carlos, não houve liderança, organização armada ou comando por parte de Jair Bolsonaro nos atos daquele dia. Ele também sustentou que não foram apreendidas armas e que os episódios não configurariam tentativa de golpe de Estado ou abolição violenta do Estado Democrático de Direito, reiterando que as condenações representam, em sua avaliação, perseguição política.