O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na noite de quinta-feira (8) que o governo norte-americano está prestes a iniciar ataques terrestres contra cartéis do narcotráfico. De acordo com o republicano, essas organizações criminosas estariam exercendo controle efetivo sobre o território mexicano.
Em entrevista concedida à emissora Fox News, Trump afirmou que a ofensiva contra os cartéis deve avançar para operações em solo. Segundo ele, essas organizações são responsáveis por um número elevado de mortes anuais nos Estados Unidos, estimado entre 250 mil e 300 mil pessoas.
As declarações foram feitas poucos dias após Washington realizar uma operação internacional para capturar o líder venezuelano Nicolás Maduro, que foi levado aos Estados Unidos para responder a acusações de narcoterrorismo em um tribunal federal de Nova Iorque.
Desde o início de seu segundo mandato, Trump tem reiterado que adotará uma postura rigorosa no combate ao tráfico de drogas, com foco especial no fentanil que entra nos Estados Unidos a partir do México. O presidente norte-americano também já manifestou disposição em empregar o Exército para enfrentar diretamente o narcotráfico.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, rejeitou a proposta de participação militar estrangeira, afirmando que o país é soberano e que sua administração prioriza soluções pacíficas. No último domingo (4), Trump elogiou a líder mexicana, mas afirmou que ela demonstra preocupação e receio diante da força dos cartéis no país.
Trump voltou a afirmar que os Estados Unidos precisarão agir caso o México não consiga conter o avanço do tráfico, ressaltando que, em sua avaliação, as organizações criminosas possuem grande poder dentro do território mexicano. Segundo ele, a entrada de drogas vindas do país vizinho representa uma ameaça direta à segurança nacional dos Estados Unidos.
Nos últimos dias, Trump e integrantes de seu gabinete reforçaram que o governo norte-americano não descarta o uso de seu poder militar para enfrentar os cartéis, considerados uma ameaça estratégica à segurança do país.