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Política

PGR arquiva investigação contra Bolsonaro por declarações em ato no Rio

SVT Brasil

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FOTOS REPRODUÇÃO DA INTERNET

A Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu arquivar uma investigação aberta contra o ex-presidente Jair Bolsonaro por ausência de elementos que comprovassem a prática de crime. A apuração analisava declarações feitas por Bolsonaro durante uma manifestação realizada em Copacabana, no Rio de Janeiro, em março deste ano.

De acordo com informações publicadas pela revista Veja, o procedimento teve início após uma denúncia encaminhada por meio do canal do cidadão. O relato apontava possível atentado contra o regime democrático, com base nas falas do ex-presidente durante o evento.

A manifestação ocorreu no dia 16 de março e reuniu apoiadores que defendiam a anistia dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Durante o discurso, Bolsonaro fez críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que existiria uma articulação para garantir sua condenação judicial.

No ato, o ex-presidente comparou penas aplicadas a outros réus e sugeriu que haveria uma justificativa para uma punição mais severa contra ele. Posteriormente, o STF fixou penas que chegaram a 27 anos e três meses de prisão em processos relacionados aos atos de 8 de janeiro, valor próximo ao mencionado por Bolsonaro em sua fala pública.

Bolsonaro também declarou que não pretende deixar o país e citou decisões da Justiça Eleitoral que resultaram em sua inelegibilidade. O ex-presidente está impedido de disputar eleições até 2030, conforme decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o condenou por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.

Ainda durante o discurso, Bolsonaro questionou os fundamentos das condenações eleitorais, mencionando os processos que envolveram reuniões com embaixadores e sua participação em um ato religioso no qual utilizou um carro de som.

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