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Lei Magnitsky: quando a soberania vem parcelada em 15 anos

Edivaldo Santos

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em

Não houve coletiva. Não houve bandeira. Não houve discurso inflamado. Houve um clique. E com ele, Alexandre de Moraes saiu da lista de sancionados mais temida do planeta. Para Brasília, festa. Para o cidadão comum, boleto.

Chamaram de vitória da soberania nacional. Curioso. Porque essa soberania foi negociada em jato executivo, fechada em salas privadas e paga com carne barata, minerais estratégicos e, claro, com a sua conta de luz pelos próximos 15 anos.

A Lei Magnitsky não caiu porque Moraes mudou. Não caiu porque ele se explicou. Não caiu porque foi inocentado. Caiu porque ficou caro demais manter.

Donald Trump aprendeu — ou relembrou — uma velha lição: ideologia não reduz inflação. Quem reduz inflação é boi barato no prato do eleitor. E quando o hambúrguer do Texas ficou mais caro, a moralidade virou item negociável.

Os irmãos Batista entenderam o jogo melhor do que qualquer chanceler. Usaram a crise criada pelo próprio Trump, conectaram inflação, China, terras raras e entregaram tudo embrulhado num pacote de “interesse de segurança nacional”.

E o STF? Saiu maior. Intocável. Blindado. Agora não apenas com a caneta, mas com o silêncio conveniente da maior potência do mundo. A narrativa está pronta para 2026: “O Brasil enfrentou os EUA e venceu”. Venceu sim. No crediário.

A parte mais honesta de toda essa história é também a mais dura: os Estados Unidos não têm amigos. Têm interesses. Hoje foi Moraes. Amanhã pode ser Lula. Depois, qualquer outro. Tudo depende do preço do minério, da carne e do humor do mercado.

A Lei Magnitsky nasceu para punir abusos. Agora sabemos: ela também pode ser alugada. Desde que o cheque seja alto o suficiente.

No fim das contas, o tabuleiro global não mudou. Só ficou mais claro. Bilionários jogam. Políticos anunciam. E o povo paga.

Se existe alguma soberania real, ela não está em discursos nem em listas retiradas na calada da noite. Está em entender o jogo, proteger o próprio patrimônio e não acreditar que alguém em Washington ou Brasília está jogando por você.

Porque não está.


Jornalista (CRP/BA 0006663/BA), radialista (DRT 5072/BA) e youtuber. Como jornalista já atua há 10 anos e atualmente é diretor de jornalismo do Portal Veja Aqui Agora . Desde 1984, atua no rádio, começando sua trajetória na Rádio Fundação Ide e Ensinai, em São Gonçalo dos Campos, na Bahia. Também trabalhou na Radio Cultura AM, Carioca AM, Betel FM, Cidade FM. Foi diretor da Comunidade FM, todas em Feira de Santana e atualmente trabalha na Rádio Elos, onde apresenta o Programa Bom Dia Felicidade, de segunda a sexta-feira, das 10h ao meio dia, também na mesma cidade. Também dirigiu a Rádio Shekiná FM em Vinhedo São Paulo e trabalhou como apresentador na Jerusalém FM na capital paulista. Como youtuber, administra os canais “Veja Aqui Agora News”, com mais de 160 mil assinantes e “Edivaldo Santos News” com mais de 15 mil assinantes. Para contato: vejaaqui.agora@hotmail.com


Jornalista (CRP/BA 0006663/BA), radialista (DRT 5072/BA) e youtuber. Como jornalista já atua há 10 anos e atualmente é diretor de jornalismo do Portal Veja Aqui Agora . Desde 1984, atua no rádio, começando sua trajetória na Rádio Fundação Ide e Ensinai, em São Gonçalo dos Campos, na Bahia. Também trabalhou na Radio Cultura AM, Carioca AM, Betel FM, Cidade FM. Foi diretor da Comunidade FM, todas em Feira de Santana e atualmente trabalha na Rádio Elos, onde apresenta o Programa Bom Dia Felicidade, de segunda a sexta-feira, das 10h ao meio dia, também na mesma cidade. Também dirigiu a Rádio Shekiná FM em Vinhedo São Paulo e trabalhou como apresentador na Jerusalém FM na capital paulista. Como youtuber, administra os canais “Veja Aqui Agora News”, com mais de 160 mil assinantes e “Edivaldo Santos News” com mais de 15 mil assinantes. Para contato: vejaaqui.agora@hotmail.com

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