A CPMI que investiga o esquema de fraudes no INSS barrou, nesta quinta-feira (4/12), a convocação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O pedido, apresentado pelo partido Novo, buscava esclarecimentos sobre supostas ligações entre o filho do presidente Lula e investigados do esquema.
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O requerimento foi derrotado por 19 votos a 12, após articulação da base governista.
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Deputados do Novo defenderam a convocação citando indícios financeiros e um novo depoimento que menciona pagamentos a Lulinha pelo empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, preso em setembro como operador do esquema.
Depoimentos e Acusações
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O ex-servidor Edson Claro, investigado pela PF, afirmou que Lulinha teria recebido uma “mesada” de R$ 300 mil e até R$ 25 milhões de Antônio Carlos, além de atuar como lobista e viajar com ele para Portugal.
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Apesar das declarações, Lulinha não é investigado pela Polícia Federal.
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O deputado Paulo Pimenta classificou o pedido de convocação como “sem sentido” e sem base documental.
Contexto do Caso
A CPMI já havia rejeitado anteriormente a convocação de Frei Chico, irmão de Lula, que apesar de ter sido dirigente de entidade investigada, não é alvo da PF.
O gatilho para o novo pedido foi a informação de que Ricardo Bimbo, do PT, teria recebido recursos de empresa investigada e quitado boletos do contador de Lulinha.
Quem é Lulinha
Fábio Luís é empresário do setor de tecnologia e já teve seu nome citado em investigações no passado, como o caso Oi/Telemar, posteriormente arquivado. Em 2024, mudou-se para a Espanha para assumir um trabalho em Madri.
Fraude Bilionária no INSS
A investigação da PF e da CGU identificou um esquema que desviou R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024 por meio de descontos irregulares em aposentadorias.
O “Careca do INSS” é apontado como uma das peças-chave no repasse dos valores para servidores e associações envolvidas.