O Partido Liberal oficializou, em comunicado, que Jair Bolsonaro terá suas atividades dentro da sigla interrompidas devido à perda dos direitos políticos. A legenda explicou que a legislação eleitoral impede a continuidade de funções partidárias por parte de filiados condenados com sentença definitiva, citando decisões e dispositivos da Lei 9.096/95.
Desde novembro de 2021, quando ingressou no PL, Bolsonaro recebia mensalmente R$ 46.366,19, valor custeado pelo fundo partidário e registrado nas prestações de contas enviadas ao Tribunal Superior Eleitoral.
A suspensão ocorre após a condenação definitiva no processo que investigou a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. O Supremo Tribunal Federal concluiu que o ex-presidente integrou o grupo central responsável pela articulação do plano que buscava impedir a posse do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva. Com o encerramento dos recursos, a perda dos direitos políticos torna-se automática, conforme estabelece o artigo 15, inciso I, da Lei Complementar nº 64/1990, modificada pela Lei da Ficha Limpa.
Ainda na quinta-feira, Carlos Bolsonaro (PL-RJ) relatou que o pai, preso na sede da Polícia Federal em Brasília, enfrentou uma situação de saúde preocupante. Segundo o vereador, Bolsonaro sofreu durante toda a noite com soluços persistentes e forte refluxo, sintomas que teriam se agravado ao longo do dia.
Procurada, a Polícia Federal informou por meio de nota que, por razões de segurança institucional, não divulga detalhes sobre procedimentos internos ou rotinas de custodiados.