O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, mais conhecido como Oruam, de 25 anos, continuará preso após decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A Corte negou, na quarta-feira (6), o pedido de habeas corpus apresentado por sua defesa, que tentava substituir a prisão preventiva por medidas alternativas.
A detenção de Oruam ocorreu em 22 de julho, um dia após um confronto com agentes da Polícia Civil durante uma operação na residência do artista, localizada no bairro do Joá, zona oeste do Rio de Janeiro. De acordo com os policiais envolvidos, o cantor teria arremessado pedras contra os agentes com o objetivo de impedir que um adolescente que estava no imóvel fosse abordado.
Oruam está sendo investigado por tentativa de homicídio qualificado contra dois membros da Polícia Civil: o delegado Moyses Santana Gomes e o policial Alexandre Alves Ferraz. Atualmente, ele encontra-se preso no Complexo Penitenciário de Bangu, dividindo cela com outros detentos ligados à facção Comando Vermelho.
Os advogados de defesa sustentam que a prisão é desnecessária e apontam supostas falhas na operação policial que resultou na detenção do cantor. “A análise detalhada da ordem de prisão, somada à obscuridade da ação policial, mostra que a medida de custódia não se justifica”, argumentou a defesa no pedido.
No entanto, a desembargadora Marcia Perrini Bodart, relatora do processo, reforçou a gravidade das ações atribuídas ao rapper. Em sua decisão, ela afirmou que a conduta do investigado, incluindo ameaças e desacato aos policiais, ocorreu tanto presencialmente quanto nas redes sociais. Para ela, a prisão se faz necessária para preservar a ordem pública e evitar a repetição de atitudes semelhantes.
Apesar das acusações, o advogado Fernando Henrique Cardoso Neves, representante legal de Oruam, nega que o artista tenha tentado matar alguém. “Mauro não atentou contra a vida de ninguém, e isso será devidamente esclarecido ao longo do processo”, disse o defensor em nota oficial.