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Lula critica Bolsonaro por “fuga” após eleições e anuncia R$ 1,17 bilhão para educação indígena e quilombola em Minas Gerais

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FOTOS: REPRODUÇAO DA INTERNET

Em visita a Minas Gerais nesta quinta-feira (24), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez duras declarações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), acusando-o de ter fugido do país após a derrota nas eleições de 2022. O discurso aconteceu durante uma cerimônia voltada ao anúncio de novos investimentos federais para a educação de comunidades tradicionais por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Durante o evento, Lula afirmou que Bolsonaro tentou impedir sua posse, mas teria recuado e deixado o Brasil “como um rato”, sem coragem de enfrentar as consequências. Ele também criticou Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, por, segundo ele, buscar apoio internacional para influenciar a política brasileira.

“O sujeito não teve coragem de me enfrentar, saiu fugido. Depois ainda manda o filho dele aos Estados Unidos pedir ajuda para Trump. Isso é covardia. Quem faz o que ele fez precisa arcar com as consequências”, declarou Lula.

O presidente relembrou ainda o próprio período em que foi alvo da Operação Lava Jato, destacando que, ao contrário de Bolsonaro, não deixou o país nem tentou evitar a prisão. Segundo ele, recusou acordos que o tirariam da cadeia em troca do uso de tornozeleira eletrônica. “Nunca troquei minha dignidade por liberdade”, ressaltou.

Além das críticas, o evento marcou um importante passo para a educação de povos indígenas e quilombolas. Lula assinou portarias que oficializam duas políticas educacionais: a Política Nacional de Educação Escolar Indígena e a Política Nacional de Educação do Campo, das Águas e das Florestas (Novo Pronacampo).

O governo federal vai destinar mais de R$ 1,17 bilhão para a construção de 249 escolas, além de executar 22 obras emergenciais em territórios indígenas Yanomami e Ye’Kwana. Também está prevista a construção de moradia estudantil no Campus Quilombo Minas Novas, do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG).

Essas ações reforçam o compromisso do governo com a ampliação do acesso à educação em regiões historicamente negligenciadas.

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