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Política

Governo Lula se mobiliza contra tarifa de Trump e articula reação política e econômica

SVT Brasil

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FOTOS: REPRODUÇAO DA INTERNET

O governo federal avança esta semana em uma ofensiva dupla — política e técnica — para enfrentar a tarifa de 50% anunciada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A medida, associada ao governo Trump, é vista como uma ameaça direta à soberania nacional e aos interesses econômicos do país.

Campanha nas redes e discurso de soberania ganham força

No campo político, o Planalto pretende ampliar sua presença nas redes sociais, utilizando a pauta da justiça tributária e da defesa do Brasil frente à pressão externa. O discurso do presidente Lula e de seus aliados buscará reforçar a ideia de que o aumento tarifário, articulado por Trump e apoiado por Bolsonaro, fere diretamente o povo brasileiro.

Pela primeira vez no ano, a narrativa governista ganha protagonismo nas plataformas digitais, unificando os temas da tributação justa e da resistência nacional a interferências externas.

Reação técnica: regulamentação e comitê com empresários

Paralelamente à comunicação pública, o governo avança na regulamentação da Lei da Reciprocidade Econômica, permitindo adotar contramedidas caso as tarifas dos EUA permaneçam em vigor.

Além disso, empresários brasileiros serão convocados para reuniões estratégicas que visam formular uma proposta conjunta de negociação com a administração Trump. Um comitê formado por representantes do governo e do setor privado será criado para tratar diretamente da crise.

Pressão bolsonarista e julgamento no STF se entrelaçam

Nos bastidores, a expectativa de julgamento do chamado “núcleo crucial” da tentativa de golpe — que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus principais assessores — preocupa aliados. O julgamento pode ocorrer até setembro, o que aumentou a pressão do grupo bolsonarista por uma anistia ampla antes do recesso parlamentar.

Essa proposta, no entanto, enfrenta forte resistência. Parlamentares veem a ideia de ceder à pressão estrangeira como uma afronta à soberania do país, e não há clima político favorável para aprová-la.

Avanços no STF contra o plano golpista

No Supremo Tribunal Federal, o caso segue seu curso. A Procuradoria-Geral da República (PGR) deve apresentar nesta segunda-feira as alegações finais contra o núcleo principal, acusado de orquestrar o golpe para impedir a posse de Lula.

Enquanto isso, a Primeira Turma do STF iniciará os interrogatórios dos réus dos núcleos 3 e 4, considerados executores do plano elaborado pelo grupo central.

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