O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a se manifestar em defesa de Jair Bolsonaro (PL) nesta terça-feira (8), reafirmando sua crítica às investigações que envolvem o ex-mandatário brasileiro. Em nova postagem na rede social Truth Social, Trump classificou novamente as apurações como uma “caça às bruxas” e exigiu que Bolsonaro seja deixado em paz.
“Deixem o grande ex-presidente do Brasil em paz. Caça às bruxas!!!”, escreveu Trump, reforçando o tom das declarações feitas no dia anterior.
Essa foi a segunda manifestação pública de Trump em dois dias sobre o tema. Na primeira, feita na segunda-feira (7), o ex-presidente americano afirmou que os processos contra Bolsonaro são motivados por interesses políticos e disse que o Brasil estaria cometendo algo “terrível” contra ele.
As declarações geraram desconforto dentro do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que rebateu as falas de Trump com uma nota oficial. O Palácio do Planalto destacou que o Brasil é um país soberano e que a defesa da democracia cabe exclusivamente aos brasileiros:
“A defesa da democracia no Brasil é um tema que compete aos brasileiros. Somos um país soberano. Não aceitamos interferência ou tutela de quem quer que seja. Possuímos instituições sólidas e independentes. Ninguém está acima da lei. Sobretudo, os que atentam contra a liberdade e o estado de direito”, disse Lula em comunicado.


Embora o Supremo Tribunal Federal (STF) não tenha se pronunciado oficialmente sobre as falas do ex-presidente americano, ministros da Corte afirmaram, em conversas reservadas com o jornal O Estado de S. Paulo, que as declarações de Trump são “irrelevantes” para o julgamento de Bolsonaro, principalmente no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado.
Além disso, no mesmo dia da primeira manifestação de Trump, a Justiça da Flórida deu um prazo de 21 dias para que o ministro Alexandre de Moraes responda a uma ação movida pela plataforma Rumble e pela Trump Media & Technology Group — empresa ligada ao político republicano. A ação alega que Moraes teria ordenado a remoção de conteúdos e o bloqueio de perfis de influenciadores, configurando, segundo os autores, censura.